Transportes serão pressionados para reduzir CO2
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16/01/2009 - Transportes serão pressionados para reduzir CO2

Por Carbono Brasil

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Reunidos em Tóquio, ministros do setor se comprometeram a cobrar de organizações marítimas e aéreas uma posição mais ativa em relação às emissões

Depois de três dias de discussões no Japão, ministros de transportes de 20 países e da União Européia decidiram pressionar as organizações internacionais de transporte marítimo e aéreo para estabelecerem regras e padrões para a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2). O setor é responsável por cerca de 20% das emissões mundiais, porém enquanto a indústria automobilística já trabalha com opções mais limpas, tanto a aviação quanto a marítima pouco fizeram.

A declaração final do encontro, encerrado nesta sexta-feira (16),  afirma que os países reconhecem a necessidade de reduzir as emissões de CO2 causada pelos transportes, o que resultaria também em um menor consumo de energia e em benefícios para a saúde e segurança.

“É a primeira declaração ministerial do setor na história e foi feita por países que são responsáveis por cerca de 70% das emissões de CO2 mundiais oriundas do transporte. É muito importante enviar a mensagem que existe a vontade política de combater o problema”, afirmou o ministro do transporte japonês, Kazuyoshi Kaneko, que presidiu o encontro.

Regulamentação

Os ministros requisitaram que a Organização Marítima Internacional entregue um pacote de mecanismos para cortar emissões, preferencialmente até o fim de 2009. Também ficou definido que a Organização Internacional da Aviação Civil deve sugerir tecnologias, padrões e medidas de mercado para o problema até o fim do ano.

A indústria da aviação já havia se comprometido em 2007 em achar meios de reduzir o impacto ambiental causado pelos aviões.  Porém, a crise financeira mundial atingiu com força o setor que desde então não conseguiu estabelecer metas ambientais.

Um pouco melhor está a situação nos mares, pois já em julho de 2008, mais de cinquenta portos de 35 países se comprometeram a cortar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) ao assinarem a Declaração Climática Mundial de Portos.

A grande ausência do encontro foi a China, que em algumas estimativas é o maior poluidor mundial. O país deixou de comparecer na última hora, talvez em virtude da grande crise das companhias aéreas pelo qual passa.

Encontros como este, que devem ser realizados no decorrer de 2009, têm como principal objetivo traçar um rascunho para o novo acordo que será discutido em dezembro, em Copenhague,  e  que deve substituir Quioto.


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