Por UOL
Em frente à barraquinha improvisada, candidatos a vagas na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) faziam fila, neste domingo (16), atentos às palavras do vendedor ambulante: "olha a caneta preta! Prova é só com caneta." Minutos antes de começar o vestibular, muitos candidatos não sabiam que, a partir deste ano, serão aceitas respostas a lápis para as questões discursivas.
"Se eu fizer a lápis, vou perder tempo reescrevendo as respostas a caneta", disse Adriana Pio, vestibulanda pelo terceiro ano consecutivo.
"No cursinho, comentaram que iam deixar fazer a prova a lápis... mas, não sei, me sinto mas segura fazendo a caneta", disse Bruna Luísa Brito, candidata a uma vaga de engenharia química.
A flexibilização da exigência de tinta na prova da Unicamp - que tem, desde sua primeira fase, questões abertas - foi anunciada pela instituição há três semanas e não consta do manual do candidato, impresso antes da mudança.
Para a prova de redação, a exigência continua valendo.
"Para garantir, vou fazer a caneta", disse Lucas Machado, 16, treineiro para medicina.
Depois de uma hora de vendas, o balanço final da barraquinha sugeria que a maioria dos candidatos preferiu não arriscar: "vendi 50 canetas e só 20 lápis", disse o vendedor ambulante.
A prova segue até às 18h. Na seqüência, a resolução comentada da prova será publicada pelo UOL Vestibular.




