Estudo da AIE pede revolução energética
PRINCIPAL
INSTITUTO PNBE
EDUCAÇÃO PARA CIDADANIA
IPNBE NA MÍDIA
NOTÍCIAS
SEMINÁRIOS
AGENDA
PARCEIROS
VITRINE SOCIAL
PARTICIPE
ASSOCIE-SE
SALA DE IMPRENSA
FALE CONOSCO
CHAT

Pacto Global


Saiba mais








 

12/11/2008 - Estudo da AIE pede revolução energética

Por CarbonoBrasil

Alterar tamanho da fonte: A+ | a-

Agência Internacional de Energia alerta para o uso de medidas extremas, que vão além da redução de emissões e substituição de fósseis, para evitar que temperaturas ultrapassem 2º C


O mundo terá que apostar em medidas extremas para que o aquecimento global não ultrapasse 2º C a 3º C, contando com tecnologias não apenas para a redução das emissões de gases do efeito estufa e substituição dos combustíveis fósseis, mas também para a absorção. O alerta foi feito pela Agência Internacional de Energia (AIE) no “Panorama Mundial de Energia 2008”, lançado hoje em Londres, no Reino Unido. 


Até o final do século, a absorção de carbono precisa exceder as emissões brutas, afirma a agência. Para tal, algumas técnicas podem ser utilizadas como a captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) e o plantio de mais florestas.


Grandes investimentos serão necessários, diz a AIE, para evitar cenários dramáticos que podem acontecer com um aquecimento maior que 2º C, como a redução da oferta de água e das áreas de cultivos, prejudicando seriamente a produção global de alimentos. E para não ultrapassar tal elevação de temperatura, seriam necessários investimentos da ordem de US$ 3,6 trilhões entre 2010 e 2030.


O relatório ressalta que se o mundo continuar no mesmo padrão de desenvolvimento, sem adotar novas abordagens, em 2030 as emissões anuais de dióxido de carbono (CO2) crescerão de 28 para 41 gigatoneladas e a temperatura global pode subir até 6° C a longo prazo.

Financeiramente, o lado positivo de combater as mudanças climáticas envolve a redução da dependência sobre o petróleo e suprimento de gastos gigantescos com a mitigação dos impactos previstos, como as secas, enchentes e o aumento do nível do mar. Segundo a AIE, os gastos globais com o petróleo alcançaram 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, quadruplicando em relação à 1998 (1%), e, em breve, devem subir para 5%.


Petróleo

O autor do relatório, Fatih Birol, alertou, em declaração à Reuters, que a crise financeira global pode atrasar investimentos cruciais para o setor energético. De acordo com o documento, investimentos da ordem de US$ 26 trilhões também são necessários para compensar os impactos da queda do fornecimento de petróleo.


“O panorama coloca na mesa as novas realidades energéticas e ressalta dois desafios eminentes - a oferta de petróleo e as mudanças climáticas”, disse Birol.


No cenário de referência da AIE, em 2030 os combustíveis fósseis ainda são responsáveis por 80% da matriz energética mundial. Em uma revisão dos preços previstos para o petróleo no relatório do ano passado (US$ 108 o barril), as estimativas deste ano mostram que em 2030 o barril pode alcançar US$ 200. Quanto às reservas de petróleo, a agência afirma que comprovadamente existem reservas suficientes para mais 40 anos nas atuais taxas de consumo. Outras fontes, como as areias no Canadá, podem adicionar mais nove trilhões de barris.


Novas Energias

O relatório dá ênfase às energias alternativas e prevê que, em 2015, as fontes eólica, solar e hídrica devem ser a segunda maior força geradora de eletricidade, atrás do carvão. Isto se deve principalmente ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis e dos incentivos governamentais, além da redução dos custos de investimentos. O setor de fazendas eólicas em alto mar é o que tem o maior potencial para crescimento. Para não ultrapassar os 2º C, Birol defende que investimentos devem ser feitos em energia nuclear e eficiência energética para automóveis e lâmpadas.


“Assim, cada ano, nos próximos 25 anos, precisamos gastar em investimentos em novas energias quantias equivalentes a 0,6% do PIB global”.


Cenários

Dois cenários são traçados pela AIE, com um aquecimento de 2° e 3° C (450 e 550 partes por milhão de CO2, respectivamente), sendo que no primeiro seria necessário que 40% da geração de eletricidade viessem de fontes renováveis em comparação com os 23% no cenário de referência. Isto seria possível com o pagamento de penalidades pela emissão de CO2, que alcançariam US$180 a tonelada.


O relatório prevê um aumento na demanda por energia de 45% antes de 2030, principalmente em países não pertencentes à Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), concluindo que “apenas os países da OECD sozinhos não podem colocar o mundo na trajetória para as 450 ppm, mesmo se reduzissem as emissões a zero”.


No cenário de 550 ppm, a demanda por petróleo em 2030 cairia apenas de 107 milhões de barris por dia para 98 milhões, e os preços seriam 18% menores.


Desenvolvimento Sustentável

Artigos


Programa Bióleo 

Nenhum item em seu carrinho de compras.

Clientes 
Login:
Senha: 
Esqueceu a Senha ?

Boletins 
Receba nossos boletins.
Nome:
E-mail:

Copyright © 2010 Instituto Pnbe de Desenvolvimento Social. Todos os direitos reservados.
Website desenvolvido com tecnologia Super Modular