Com pré-sal, Brasil quer educação com nível dos EUA
PRINCIPAL
INSTITUTO PNBE
EDUCAÇÃO PARA CIDADANIA
IPNBE NA MÍDIA
NOTÍCIAS
SEMINÁRIOS
AGENDA
PARCEIROS
VITRINE SOCIAL
PARTICIPE
ASSOCIE-SE
SALA DE IMPRENSA
FALE CONOSCO
CHAT

Pacto Global


Saiba mais








 

23/09/2008 - Com pré-sal, Brasil quer educação com nível dos EUA

Por Reuters Brasil

Alterar tamanho da fonte: A+ | a-

O Brasil pretende usar recursos do pré-sal para investir pesado na educação e elevar o país ao patamar dos Estados Unidos e da Espanha em pouco mais de uma década, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista à Reuters nesta terça-feira.


"A meta final do plano nacional até 2021 é que nós atinjamos a média (educacional) de países da OCDE... como Espanha e Estados Unidos", afirmou o ministro.


Para chegar a esse resultado e fechar os gargalos do sistema, não há equação diferente do que investir entre 6 e 7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, defende Haddad.


A Unesco recomenda aportes da ordem de 6 por cento e países da Organização para Cooperação e desenvolvimento Econômico aplicam em média 5 por cento de suas riquezas. O Brasil investe hoje cerca de 4 por cento de seu PIB no setor.


"O esforço que o Brasil tem que fazer para superar o atraso educacional tem que ser maior que a média."


Segundo o ministro, este "empreendimento educacional" já está em curso, mas os recursos do pré-sal "viabilizam a sustentabilidade deste plano". O governo mais que dobrará os aportes em educação de 2003 até o ano que vem.


Em termos nominais, o orçamento da pasta passará de 21 bilhões de reais para 48 bilhões de reais em 2009.


GARGALOS


Educação de baixa qualidade e escassez de mão-de-obra qualificada são apontadas por analistas como dois dos principais obstáculos ao desenvolvimento do Brasil.


Após a descoberta das megareservas de petróleo na camada pré-sal no ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou o mantra de que os recursos obtidos com a produção da commodity serão usados para "resolver os problemas da educação" no país.


Apesar do boom das commodities e os bons resultados econômicos dos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta problemas educacionais históricos que inibem a competitividade do país lá fora.


O Ministério da Educação tenta atacar três grandes gargalos: um passivo de 18 milhões de analfabetos; evasão de alunos no ensino médio (antigo segundo grau) na ordem de 5 milhões de alunos por ano e enorme carência de professores no ensino médio.


Haddad definiu quatro tarefas principais e pretende acelerá-las com o dinheiro do petróleo: aumentar a formação de professores e acesso ao ensino infantil, assim como ampliar a oferta de vagas em escolas técnicas e em universidades.


"Precisamos de um esforço adicional que os recursos do pré-sal podem ajudar."


Lula encomendou ao ministro um plano adicional para a educação contemplando a nova descoberta do petróleo.


SEM SOBRESSALTOS


Estimativas do setor apontam que, com o pré-sal, só a Petrobrás mais do que dobrará a demanda por profissionais qualificados para a construção de navios, refinarias e sondas de exploração petrolífera.


Para Haddad, o Brasil terá tempo e condições de sobra para suprir a necessidade de mão-de-obra qualificada.


"O Brasil está em ritmo acelerado de expansão (de novas vagas em universidades) e poderá enfrentar esse desafio sem sobressalto", assegurou.


"Pode haver gargalos em um ou outro caso e em uma ou outra região, mas o país como um todo está se preparando para isso."


(Reportagem adicional de Raymond Colitt)


Educação

Artigos


Programa Bióleo 

Nenhum item em seu carrinho de compras.

Clientes 
Login:
Senha: 
Esqueceu a Senha ?

Boletins 
Receba nossos boletins.
Nome:
E-mail:

Copyright © 2010 Instituto Pnbe de Desenvolvimento Social. Todos os direitos reservados.
Website desenvolvido com tecnologia Super Modular